Hoje
Hoje
Máx C
Mín C
Amanhã
Amanhã
Máx C
Mín C
Depois
Depois
Máx C
Mín C

União das Freguesias de Pegões

Presidente da Junta de Freguesia da União das Freguesias

António Francisco Ferreira Miguens 

Morada 
Rua de S. João
Urb. Narciso de Matos
2985-209 Pegões
Telefone: 265 896 374
Fax: 265 896 858 
E-mail: jfpegoes@mail.telepac.pt
 
  • Resenha Histórica

    Resenha Histórica

    De acordo com Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro que procedeu à reorganização administrativa territorial, as freguesias de Pegões e Santo Isidro de Pegões foram agregadas, dando lugar à União de Freguesias de Pegões.

    Resenha histórica de Pegões:

    O território pertencente à Pegões foi desanexado da  Freguesia de Canha, sede de concelho, até ao ano de 1838, e fez parte, desde 1186, dos domínios da Ordem de Santiago.
    Pegões, particularmente Pegões-Cruzamento foi, desde tempos remotos, local de passagem de viajantes e mercadorias entre Lisboa e o Alentejo, e mesmo Espanha, através do Montijo.
    Por aqui passava a via romana, aproveitada, em parte, para a construção, na Idade Média, da que viria a ser conhecida por Estrada Real, que ligava Aldeia Galega a Vendas Novas, substituída pela atual EN 4, mas mantendo o percurso entre os chamados Pegões Velhos (pertencente à atual Freguesia de S. Isidro de Pegões) e o cruzamento de Pegões.
    Através da Estrada Real, atravessando Pegões-Cruzamento, passava a chamada mala-posta, primeiro serviço regular de transporte de passageiros e carga, para além de correio, entre Montijo e Badajoz, instituído em 1533, que se manteve em funcionamento até à inauguração da linha férrea de Leste (entre Barreiro e a fronteira espanhola, passando por Vendas Novas), verificada em 1863.

    A partir dessa data, instalado que foi o apeadeiro de Pegões-Gare, Pegões assume, progressivamente, um papel relevante no escoamento de produtos agrícolas e no transporte de passageiros, entre Lisboa e o Alentejo.

    À semelhança do que acontecera com outros pontos de passagem, ao longo da linha férrea, o pólo de desenvolvimento, tradicionalmente associado a localidades atravessadas pelas rodovias, é desviado para os locais servidos pela linha de caminho-de-ferro, assumindo a própria toponímia: no caso, Pegões-Gare em contraponto com Pegões Velhos (atual Freguesia de S. Isidro de Pegões).

    À ligação com o caminho-de-ferro, junta-se o facto desta freguesia, nomeadamente a sua sede, Pegões-Cruzamento, ser ponto de intersecção entre as EN 4 e EN 10, para que estejam criadas todas as condições favoráveis a um desenvolvimento das trocas de mercadorias e à implementação de unidades industriais, a que se assiste nos nossos dias.
    A Lei n.º 94/85, de 4 de Outubro (Diário da República, I Série, n.º 229, de 4 de Outubro de 1985) criou a Freguesia de Pegões, tendo sido aprovada na sessão plenária da Assembleia da República de 11 de Julho de 1985, após parecer favorável da Câmara Municipal de Montijo de 23 de Maio de 1979.

    Com a Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, a freguesia de Pegões foi agregada à freguesia de Santo Isidro de Pegões.

    Resenha histórica de Santo Isidro de Pegões:

    As suas raízes históricas são escassas. No entanto, por se situar na proximidade da Estrada Real que ligava Lisboa via Aldeia Galega a Badajoz foi beneficiada pela importância que essa ligação tinha nas comunicações, com o Sul do país, tendo assim observado a passagem de vários monarcas e passageiros ilustres. Destes podemos destacar, entre outros, o Duque de Bragança, D. Jaime e o seu filho, D. Teodósio, nas suas viagens entre Vila Viçosa e Lisboa.
    Em 1593, o nome de Pegões aparece nos documentos referentes à partida do Cardeal Príncipe Alberto, que deixava o reino em direção a Castela, uma vez que tinha terminado o seu serviço com Vice-Rei. O Cardeal, determinou que no lugar das Vendas de Pegões se concentrassem 170 carros, 100 mulas de aluguer e 110 de carga, além de animais de reserva num total de 700 animais e 400 pessoas.

    Em 1728, com os preparativos dos casamentos reais entre D. Maria de Bragança e D. Fernando, Príncipe das Astúrias, e D. José com D. Mariana de Bourbon, o Rei D. João V mandou arranjar a estrada real e ordenou a construção de um palácio em Vendas Novas para se poder alojar condignamente os convidados espanhóis na sua vinda a Lisboa.

     Por esta altura, foram construídos quatro fontanários/bebedouros, um dos quais localizado na sede da freguesia. É em estilo barroco com linhas singelas características da arquitetura setecentista, apresenta uma fachada com cerca de dez metros de comprimento, recortada por volutas de enrolamento e o cimafronte acrotério também com volutas. Ostenta uma cruz de secção sextavada. Sob a bica pode-se admirar uma tabela circular cega. Possui uma dupla taça destinada a bebedouro para os animais e corte circular central para aproximação e enchimento de vasilhame na bica.

    A Posta e mais tarde Mala Posta tiveram grande influência no aparecimento de pequenas localidades ou vendas nesta zona do município constituída essencialmente por charneca e bastante agreste.

    Já neste século, os terrenos foram arroteados para darem lugar a um projeto de colonização interna elaborado entre 1937/38 pelos engenheiros agrónomos Mário Pereira e Henrique de Barros utilizando os terrenos pertencentes à Herdade de Pegões Velhos.
    Esta herdade pertencia a José Rovisco Pais, que tentou instalar ali um projeto de colonização baseado no que José Maria dos Santos fez em Rio Frio, de forma a fixar a mão-de-obra assalariada agrícola necessária às grandes explorações da zona. Ao falecer em 1932, doou aos Hospitais Civis de Lisboa a posse da restante área. No entanto, a Junta de Colonização Interna acabou por desenvolver um projeto de fixação de colonos completamente diferente do inaugurado por Rovisco Pais.

    A Herdade de Pegões, com cerca de 4700 hectares, foi então dividida em casais agrícolas com a área média de dezoito hectares, dotados de habitação e instalações agrícolas, obras de rega e vias de comunicação. A cada casal eram cedidos onze hectares de sequeiro, quatro de vinha, um de regadio e dois de pinhal, e tinham ainda direito a receberem da parte da Junta de Colonização uma vaca, uma vitela, uma égua, uma carroça com alfaias e um empréstimo de seis mil escudos. Estas facilidades levaram a que, a partir de 1952, cinco anos após o início das obras de transformação da herdade, 207 colonos e respetivas famílias ali se fixassem.

    O colonato, cujo projeto arquitetónico é da autoria do arquiteto Eugénio Correia, possuí ainda outras infraestruturas coletivas tais como escolas primárias, centros de convívio e sociais, postos médicos, albufeiras e igreja. Tendo-se constituído mais tarde, em 1958, as instalações da Cooperativa Agrícola.

  • Descrição Heráldica

    Descrição Heráldica

    Até a realização de novo ordenamento heráldico apresentam-se os brasões das antigas freguesias.

    Pegões:

    Brasão: escudo de prata, um molho de três espigas de milho à dextra e um molho de três espigas de trigo à sinistra, ambos de ouro, folhados de verde, atados de vermelho e postos em faixa; em chefe, cruz da Ordem de Santiago, de vermelho e, em ponta um sobreiro de verde, landado de ouro, entroncado e arrancado de sua cor. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com legenda a negro: “Pegões”.

    Bandeira: de verde. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.

    Selo: nos termos da Lei, com a legenda: “Junta de Freguesia de Pegões – Montijo".

    Santo Isidro de Pegões:

    Brasão: escudo de prata, arado de negro, guarnecido de ouro; em chefe, cruz da Ordem de Santiago entre dois cachos de uvas de púrpura, folhados de verde. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “Santo Isidro de Pegões”.

    Bandeira: de púrpura. Cordão e borlas de prata e púrpura. Haste e lança de ouro.

    Selo: nos termos da Lei, com a legenda: “Junta de Freguesia de Santo Isidro de Pegões – Montijo”.

 

Município do Montijo © 2015 | Todos os direitos reservados

logotipo w3camrs logotipologotipo wiremaze