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O Medo de Existir

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07 Maio 2018

O Medo de Existir, com texto e encenação de Maria Mascarenhas, estreia a 17 de maio, no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, Montijo. O espetáculo é uma co-produção entre a Companhia Mascarenhas-Martins e o Cegada Grupo de Teatro e conta com as interpretações de André Alves, Eurico Lopes, João Jacinto e Pedro Nunes. O Medo de Existir estará em cena até 20 de maio, no Cinema-Teatro Joaquim d'Almeida. Em novembro, o espetáculo será apresentado no Teatro-Estúdio Ildefonso Valério, em Alverca.

Num futuro distópico, um homem é informado de que existe uma ilha em que a sociedade se organiza de um modo completamente diferente. Decide partilhar esse conhecimento com o mundo, na esperança de conseguir que, num movimento coletivo, a organização hierárquica e tendencialmente autoritária da sociedade seja posta em causa. Em vez de atingir os seus objectivos, é preso. É no calabouço que o encontramos, anos mais tarde, esquecido já pelos seus concidadãos e entregue a um quotidiano em que a única companhia que tem é a das figuras de autoridade que ali o mantêm. Não desiste, porém, de defender a ideia de que a ilha existe, embora a única testemunha que o pode comprovar, Rafael, não tenha até então aparecido.

Depois de ter lido Utopia, de Thomas More, e Portugal Hoje: O Medo de Existir, de José Gil, Maria Mascarenhas relacionou algumas das ideias contidas nestas obras separadas por cinco séculos e escreveu o texto que dá origem ao espetáculo O Medo de Existir (não se tratando, porém, de um trabalho de adaptação). A capacidade humana de imaginar diferentes cenários para a sociedade surge em confronto com a dificuldade em materializar-se qualquer tipo de idealização, numa proposta de reflexão pública em que o teatro assume a sua vertente política, apartidária, livre de qualquer função instrumental.

O Medo de Existir
17 a 20 de maio
Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, Montijo
Quinta a Sábado às 21h30
Domingo às 16h30
M/14 | 6 euros

Interpretação André Alves, Eurico Lopes, João Jacinto e Pedro Nunes
Texto e encenação Maria Mascarenhas
Dramaturgia Levi Martins
Cenografia, luz e figurinos Adelino Lourenço
Música André Reis
Produção Eduarda Oliveira e Levi Martins
Uma co-produção Companhia Mascarenhas-Martins e Cegada Grupo de Teatro


Apoios Câmara Municipal de Montijo, Junta de Freguesia da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro (Companhia Mascarenhas-Martins);República Portuguesa - Cultura /Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Vila-Franca de Xira, Junta de Freguesia de Alverca e Sobralinho (Cegada Grupo de Teatro)

Agradecimento especial Barbearia Boavida

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