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Freguesia de Sarilhos Grandes

Presidente da Junta de Freguesia

Joaquim António Lopes da Silva Batalha

Morada 
Estrada Nacional 11 
2870 Sarilhos Grandes - MTJ
Telefone: 21 289 18 75
Fax: 21 289 49 45
E-mail: geral@jf-sarilhosgrandes.pt
secretario@jf-sarilhosgrandes.pt
Site: www.jf-sarilhosgrandes.pt 
 
  • Resenha Histórica

    Resenha Histórica

    Com a assinatura do alvará, de 18 de Abril de 1848, foi criada a freguesia de Sarilhos Grandes.

    O referido alvará foi assinado por D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto, Marquês de Fronteira e d’Alorna, que, à altura, era Governador Civil de Lisboa, dando assim origem à nova área administrativa do concelho, que tinha sido proposta pelo então Administrador do Concelho de Aldeia Galega.

    Presume-se que o nome advenha do facto de em tempos ter existido próximo da localidade um moinho de maré, que demarcava a divisão entre as freguesias de Alhos Vedros e Aldeia Galega, pertencendo duas mós a cada, e que ao funcionarem davam a impressão de um sarilho em movimento, porque giravam agrupadas em sentido inverso.

    As referências mais antigas a este lugar remontam a 1304, e dizem respeito às suas marinhas de sal e moinhos de maré. Até ao século XVI as notícias sobre o local indicam-no sempre como sendo uma aldeia pertencente à Vila de Aldeia Galega.

    Em 1532, as rendas do sal de Sarilhos Grandes pertenciam às Comendadeiras de Santos, que desta forma viam aumentados os seus rendimentos. Os mesmos aparecem adstritos às Comendadeiras de Santiago ou Santos, porque os territórios pertenciam à referida Ordem, que assim assegurava o sustento das mães e irmãs dos cavaleiros espatários.
    Atesta também a antiguidade do local a ermida quinhentista de Nossa Senhora da Piedade, atualmente anexa à Igreja de São Jorge, que remonta ao século XVI, mas que, no seu aspeto atual, é uma reconstrução do tempo de D. João V, cujas obras terminaram em 1740.
    A ermida é uma obra do reinado de D. Manuel I, de estilo ogival e abobadada, contendo no seu interior um altar em brecha da Arrábida com vestígios de azulejos hispano-árabes. É coberta por um teto de nervuras com um bocete no fecho e quatro estribos de bases recamadas e boleadas no suporte dos artesãos.

    Esta ermida está ligada à família Cotrim, uma vez que no bocete do fecho se encontra o brasão de armas dos mesmos. Poder-se-á então deduzir que terão sido elementos desta família que a instituíram, porque no interior da ermida há uma lápide sepulcral cujo campo epigrafado em letras góticas ostenta a seguinte legenda “Aqy Las Ruy Cvtrim de Castanheira Fidalgo da Casa de El-Rei Dõ Manvel I”. Existe ainda ao lado desta, uma outra lápide ostentando somente um escudo e uma espada, bem como vestígios de legenda que não permite a sua leitura.
    Na Igreja de São Jorge existe também outra lápide sepulcral com a legenda "Aqui Ias Ant.º Cotrin de Mel.º Fidalgo da Caza Del Rei Nosso Sor. 1583”, o que atesta a importância desta família na terra, bem como a antiguidade da igreja.

    Em 1786, a freguesia registava 77 fogos para 122 anos mais tarde, em 1890, registar já 174 fogos, o que indicia uma população de 799 pessoas, que, entre outras ocupações, trabalhavam nas várias quintas que rodeavam a povoação, de que se destacavam as do Arce, propriedade do Visconde de Ouguella e do Porto da Hortinha, do Visconde da Lançada.

    Em 1910, com o triunfo da República, a pedido da Junta de Paróquia, o nome de diversas artérias foi mudado, pelo que a Avenida de São Jorge se passou a designar por Rua Almirante Cândido dos Reis, a Praça do Mercado por Avenida 5 de Outubro e as ruas da Piedade, Direita e Arieiro foram crismadas com os nomes de Dr. Miguel Bombarda, António José de Almeida e Machado Santos.

  • Descrição Heráldica

    Descrição Heráldica

    Brasão: escudo de prata, contrachefe de faixetas ondadas de azul e prata; saínte do contrachefe e movente dos flancos um moinho de maré de três mós de vermelho, guarnecido e aberto de prata; em chefe, uma cruz de Santiago, de vermelho, acompanhada de dois molhos de três espigas de trigo verde, atadas do mesmo. Coroa mural de três torres de prata. Listel branco, com a legenda em maiúsculas a negro: “Sarilhos Grandes”.

    Bandeira: esquartelada de azul e branco. Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.
    Selo: circular, com as peças do escudo sem a indicação de cores e metais, tudo envolvido por dois círculos concêntricos, onde corre a legenda: “Junta de Freguesia de Sarilhos Grandes”.

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