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O que a terra dá

O Montijo sempre foi conhecido pelos seus primores. As primeiras batatas plantadas no inverno saíam daqui, as primeiras ervilhas e favas e particularmente as cebolas, cuja variedade de sementes apuradas pelos produtores de uns anos para os outros, reuniam características muito apreciadas por todo o país. As cenouras, devido à qualidade e textura dos solos, de características arenosas, não só tinham um excelente aspeto, como um sabor inconfundível. Todo o país se abastecia destes produtos nos meses de Abril a Junho. A introdução de híbridos mais produtivos e de maior rentabilidade, foram substituindo algumas variedades autócnes e quase se perdeu a genuinidade e diferenciação relativamente a outras regiões. Alguns produtores ainda conseguem produzir essas variedades, embora sem expressão comercial. O aumento da procura por produtos ditos biológicos ou tradicionais, tendem a induzir o cultivo destas variedades. O feijão douradinho, que toda a gente semeava na região, quase desapareceu. Alguns produtores resistentes insistem na sua produção, mas praticamente para consumo próprio.

Novos produtos foram, entretanto, surgindo na região, fruto do empreendedorismo de jovens produtores. Cogumelos shitake produzidos em troncos inoculados, framboesas com forte procura para o mercado de exportação e ainda bagas goji conhecidas pelas suas propriedades altamente benéficas para a saúde. Estes empreendedores, sendo parte de uma geração mais preocupada com o ambiente, têm vindo a praticar também uma agricultura de pouca expressão, mas que assenta essencialmente em produtos e sabores desaparecidos das nossas mesas, como, por exemplo, o tomate coração de boi e o feijão douradinho que tão bom sabor dão aos cozinhados de teor mediterrânico.

 

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