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Rota Entre Vinhas e Pipas

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Esta rota pretende dar a conhecer algum do património do concelho de Montijo, relacionado, direta ou indiretamente, com a temática do vinho, numa perspetiva enoturística.

Enoturismo, é um conceito que envolve um importante e crescente segmento da atividade turística que se fundamenta na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e tipicidade das localidades que produzem esta bebida.

O Enoturismo constitui um dos principais produtos turísticos da região de Setúbal e as Rotas constituem instrumentos privilegiados na divulgação deste produto. O Turismo vitivinícola é o principal objetivo de um dos grandes instrumentos ao serviço do Enoturismo – as Rotas de Vinho.

A Rota dos Vinhos da Península de Setúbal pretende desenvolver o conceito de Enoturismo, atribuindo novas dimensões a este inigualável produto - o vinho aliando-o às potencialidades turísticas de cada região.

A Associação da Rota dos Vinhos, fundada em 2003, tem a sua sede na Casa Mãe da Rota dos Vinhos, em Palmela, edifício que foi uma antiga adega recuperada para o efeito. A Câmara Municipal de Montijo é um dos associados.

Viva os encantos desta rota que irá certamente aumentar o seu gosto pelos vinhos da Península de Setúbal.

Início do percurso no Museu Agrícola da Quinta Nova da Atalaia.

Este espaço é um local repleto de memórias e vivências de outros tempos. A exposição permanente retrata a vida rural do concelho, através de um valioso conjunto de espaços, alfaias e utensílios que constituem o seu espólio, e que avivam as lembranças dos mais velhos e aguçam a curiosidade dos mais novos.
Do lagar, ao pomar, da adega à horta, muito terá para aprender ou relembrar.

Sob a temática do vinho, a adega está no nosso centro de atenções. Como se fazia o vinho, a pisa da uva e o aproveitamento do engaço, para a aguardente, estão aqui bem patentes. Nas reservas, poderá ver alguns objetos, de uso habitual na preparação do vinho, e que eram utilizados antigamente.

Siga pela EN 4, por entre vinhas e montado. Campos que hoje são a sementeira de tantas produções, como a vinha, os cereais, as flores, os frutos, os produtos hortícolas, as espécies arbustivas, entre outros.

O concelho de Montijo é descontínuo geograficamente, sendo atravessado por outros dois concelhos vizinhos - Alcochete e Palmela. Não é caso único no país, não deixando por isso de ser original!

No seu lado direito, começam a aparecer os casais do Colonato de Pegões.

Primeiro Figueiras, e depois Faias. Única tentativa do género levada a cabo a Sul do Tejo e em terras estatais, o Colonato foi implantado nos terrenos da Herdade de Pegões Velhos, propriedade do importante industrial e comerciante José Rovisco Pais, que tentou instalar aqui um projeto de colonização, de forma a fixar a mão-de-obra assalariada agrícola necessária às grandes explorações da zona. 

A morte do benemérito, levou a que a (extinta) Junta de Colonização Interna acaba-se por desenvolver aqui um projeto de fixação de colonos diferente do inaugurado por Rovisco Pais.

Ao longo dos anos 40 e 50 do século XX, a Herdade de Pegões foi dividida em casais agrícolas, repartidos por Faias, Figueiras e Pegões Velhos, com a área média de dezoito hectares, dotados de habitação e instalações agrícolas, obras de rega e vias de comunicação. Constitui atualmente, a par das infra-estruturas coletivas edificadas - escolas primárias, centros de convívio e sociais, posto médico e igreja -, um património arquitetónico singular, assinado pelo arquiteto Eugénio Correia (1897-1985), cuja visita se sugere.

Nas Faias, visite a igreja, cujo interior nos surpreende por um mural do pintor Artur Bual, datado dos anos 40, que representa a invocação da capela - Nossa Senhora de Fátima e o Cristo a seus pés. Uma obra, digna de mestre, que patenteia uma arte pessoal, viva, perene e atual através da cor e da forma.

Na localidade de Santo Isidro de Pegões, localizada no centro da freguesia, encontra-se uma enorme escultura embeleza a rotunda principal – Rotunda de Pegões. Fruto de uma doação, uma grande pipa, recuperada, decorada de folhas e cachos de uva, simboliza a produção vinícola desta região. À volta um arranjo de seixos, formam a palavra Pegões.

Seguindo pela estrada nacional, à direita, também integrada no património construído do Colonato de Pegões, surge a Igreja de Santo Isidro, dedicada ao patrono dos camponeses, fazendeiros, e trabalhadores rurais. Possuí no seu interior, um belíssimo mural, com uma passagem da vida do santo.

O Fontanário de Pegões, inicialmente chamado de Fonte D’el Rei, foi construído no século XVIII por ordem do rei D. João V, para apoio a uma comitiva real, que se dirigia ao Caia para ajuste de um casamento, também ele real, entre nobres dos dois reinos.

A Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões, foi constituída por alvará de 7 de Março de 1958, vindo fornecer o apoio técnico e logístico à elaboração dos primeiros vinhos de Pegões. Hoje é uma adega moderna e competitiva, reconhecida tanto a nível nacional como internacional, com inúmeras distinções e prémios nos mais renomeados concursos mundiais de vinhos. 

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