Montijo marca presença na 15.ª Bienal das Cidades e dos Urbanistas da Europa
A Câmara Municipal do Montijo aprovou, por unanimidade, na reunião descentralizada de 14 de outubro, a celebração de um protocolo de cooperação com a Associação Portuguesa de Urbanistas, que prevê um apoio de 3.600 euros +IVA, à organização da 15.ª Bienal das Cidades e dos Urbanistas da Europa. O evento realiza-se de 11 a 13 de novembro de 2026, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, e contará com um espaço expositivo dedicado ao Município do Montijo.
A deliberação foi tomada na dependência da União das Freguesias de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jarda, na Rua dos Russos, Quinta das Tílias, onde decorreu a reunião de Câmara.
Na apresentação da proposta, o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Fernando Caria, destacou o prestígio da Bienal e a oportunidade de dar a conhecer o concelho junto de especialistas e entidades ligados ao urbanismo e ao planeamento territorial.
O autarca salientou a relevância desta participação para o futuro do Montijo, relacionando-a com a centralidade territorial do concelho e com os desafios associados à revisão do Plano Diretor Municipal e do Plano Regional de Ordenamento do Território, ao novo Aeroporto Luís de Camões, ao sistema de mobilidade metropolitano e às novas travessias do Tejo. Sublinhou ainda o contributo da presença na Bienal para a projeção e afirmação do Município.
O vereador Pedro Vieira reforçou a importância do encontro entre urbanistas e planeadores europeus, destacando a oportunidade de os técnicos municipais contactarem diretamente com especialistas, aprofundarem conhecimentos e acompanharem o debate sobre matérias relevantes para o desenvolvimento do concelho.
Neste contexto, salientou o valor da capacitação técnica para as discussões e decisões que o Município terá de enfrentar, nomeadamente perante os desafios decorrentes do futuro aeroporto.
Além do espaço expositivo, o protocolo prevê a possibilidade de o Município apresentar uma comunicação numa sessão paralela, a atribuição do nome do Montijo a uma das salas do evento, a presença da identidade institucional nos materiais de divulgação e cinco inscrições com acesso integral ao programa.
A participação na Bienal permitirá, assim, conjugar a promoção do território com a partilha de conhecimento e de boas práticas, em áreas como a habitação, a mobilidade, a sustentabilidade, a regeneração urbana e a valorização das frentes ribeirinhas.