Controle de Pragas
As pragas urbanas possuem características biológicas que favorecem a sua adaptação aos mais diversos ambientes, sendo o urbano um dos que oferece condições favoráveis à sua sobrevivência, como abrigo e alimento.
Estas pragas afetam os núcleos urbanos perturbando as atividades que aí se desenvolvem, podendo contribuir para a transmissão de doenças, danificando ou perturbando o habitat e o bem-estar humano.
O Município de Montijo, em conjunto com a Anticimex Portugal, Lda., efetua o controle de pragas e promove a desinfestação dos espaços públicos, com a finalidade da proteção da saúde e do bem-estar da população e do património.
São efetuadas ações, previamente calendarizadas, de controle da população de baratas e ratos na rede de saneamento e pluvial, bem como o controle sazonal de outras pragas e espécies nocivas na via e espaços públicos.
Podem também ser efetuadas, no espaço público ou no património municipal, intervenções pontuais a pedido dos Serviços ou dos munícipes.
Para uma maior eficiência do controle de pragas, existe a necessidade de todos os munícipes adotarem comportamentos adequados, de modo a reduzir a existência de condições adequadas à proliferação e adaptação das pragas. Deste modo, disponibilizam-se informações e recomendações gerais relativas a cada praga.
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Aranhiço Vermelho
Aranhiço Vermelho (Família Tetranychidae)
Informação geral
Os aranhiços vermelhos alimentam-se da seiva de plantas, sendo considerada uma praga agrícola e não urbana. Os indivíduos desta espécie têm um tamanho que varia entre os 0,5 e 1 mm de comprimento, sendo visíveis a olho nu, principalmente quando agrupadas em colónias.
Em condições normais, o aranhiço-vermelho é controlado naturalmente pelos seus predadores (exemplo: Joaninha - Família Coccinellidae), sempre que o equilíbrio natural é desregulado, as colónias de aranhiço vermelho podem crescer descontroladamente até que o equilíbrio natural se volte a atingir. Durante este período é compreensível que nas proximidades de parques e jardins em áreas urbanas, essas pragas possam diminuir a atratividade dos espaços verdes e criar preocupação aos munícipes.
Não existem riscos de saúde associados a esta praga, uma vez que são inofensivos ao ser humano.
Recomendações gerais
• Não aplicar herbicidas, pesticidas, fungicidas e outros produtos semelhantes, evitando a desregulação do equilíbrio natural. Em caso estritamente necessário, respeitar as normas existentes para cada tipo de produto;
• Se residir em áreas na proximidade de espaços verdes, considerar a possibilidade de criar e manter um “Hotel de Insetos” contribuindo para o aumento da biodiversidade de insetos polinizadores e controladores de pragas.
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Baratas
Baratas (Blatídeos - Família Blattidae)
Informação geral
As baratas são espécies omnívoras, que se alimentam de qualquer substância orgânica, sendo geralmente atraídas por alimento disponível e resíduo acumulado. Dependendo da espécie, os indivíduos podem atingir os 50 mm de comprimento.
Os locais quentes e húmidos são a preferencial para estas espécies, pelo que o seu habitat é comummente associado à rede de saneamento, uma vez que é fonte de alimento e proteção.
Os riscos à saúde humana associados a esta praga devem-se à contaminação com agentes patogénicos da superfície por onde circulam.
Recomendações gerais
• Manter os alimentos guardados e vedados;
• Manter as áreas de preparação de alimentos limpas;
• Embalar convenientemente os resíduos;
• Evitar a acumulação de resíduos;
• Depositar os resíduos em saco bem fechado dentro do contentor, fechando a respetiva tampa e evitando a acumulação de resíduos em seu redor;
• Não despejar óleos alimentares usados (OAU) na rede de saneamento. Saiba como e onde depositar os OAU aqui
• Calafetar orifícios em paredes, portas, janelas e similares com mais de 3 mm de abertura;
• Instalar grelhas em ralos e aplicar rede de malha apertada em orifícios de transbordo de banheiras, lavatórios, lava-loiças, bidés, respiradores de WC, exaustores
e similares;
• Reparar soalhos, tetos, portas e janelas em mau estado de conservação.
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Andorinhas
Andorinhas (Família Hirundinidae)
Informação geral
As andorinhas são espécies de aves de pequeno porte, migratórias e insetívoras, i.e., que se alimentam de insetos, atuando como controlo natural de pragas, nomeadamente mosquitos e moscas, que capturam em pleno voo. São espécies protegidas por lei, Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, o que engloba os indivíduos, os ovos e os ninhos.
Algumas espécies nidificam no interior ou na fachada de edifícios, o que causa incómodo quando os seus excrementos se começam a acumular. Este é um problema que se intensifica quando há colónias, uma vez que surgem vários ninhos na mesma fachada.
As andorinhas são muito leais aos seus locais de reprodução e se os ninhos forem removidos é muito provável que os reconstruam nos anos seguintes, portanto destruir os ninhos só servirá para que as aves tenham de fazer um esforço extra ao reconstruí-los no ano seguinte.
Não existem riscos de saúde associados a esta “praga”.
Recomendações gerais
- Criar compromisso, através da compreensão de que todos os benefícios que as aves nos trazem têm também um pequeno custo;
- Instalar uma prateleira sob o ninho, tendo em consideração que esta estrutura não deverá servir para local de pouso de predadores (ex: gatos, corujas, etc.) e apenas para a acumulação dos excrementos.
- Considerar a possibilidade de instalar ninhos artificiais contribuindo para o aumento das populações destas espécies.
- A remoção de ninhos é proibida por lei, existindo exceções, que implicam sempre em pedido através de formulário próprio e autorização através de licença do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). A licença de remoção do ICNF, identifica a pessoa/entidade que pode remover os ninhos, o local onde os ninhos se encontram e a data limite de remoção, é um requisito legal que garante que são respeitados os períodos de reprodução das aves e que poderá implicar em medidas de minimização ou compensação.