Compostagem Doméstica
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Gostaria de produzir o seu próprio composto?
A compostagem é o processo natural de transformação dos resíduos orgânicos em adubo (fertilizante) rico em nutrientes para a terra. Adotar esta prática na sua residência permite reciclar na origem a maioria dos resíduos orgânicos do dia a dia, nomeadamente os produzidos pela sua horta e muitos dos resíduos alimentares.
A Câmara do Montijo conta com um projeto de reciclagem/valorização de biorresíduos na origem, através da compostagem doméstica. O projeto tem em vista o incentivo dos munícipes e das escolas, que disponham de jardim e/ou horta, a reciclar os restos da preparação das suas refeições, disponibilizando um compostor doméstico de 330 litros.
O projeto inicia-se com cerca de 108 compostores domésticos, com o objetivo de aumento, conforme o interesse e o envolvimento da comunidade. Adicionalmente, serão efetuadas ações de sensibilização nas freguesias, onde se verifique maior adesão à compostagem doméstica.
Esta modalidade de valorização de biorresíduos vem reforçar o projeto “Sobras Têm Valor”, permitindo a reciclagem da fração de biorresíduos que pode ser valorizada diretamente pelo munícipe, enquanto a restante fração de bioresíduos é separada nos contentores de biorresíduos (castanhos) e posteriormente valorizados pela AMARSUL (ver página)
Os interessados podem aderir ao projeto na Casa do Ambiente, Rua das Rosas, 2870-293 Montijo e recolher o seu compostor, assim como o seu guia de compostagem doméstica.
Informações e Adesões: tel: 934560189 ou email: sobrastemvalor@mun-montijo.pt
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1. O que Compostar?
Atenção: Não colocar resíduos verdes ou castanhos recentemente tratados com pesticidas, herbicidas ou fungicidas. Realizar os tratamentos nos quintais/jardins APÓS a recolha de resíduos verdes e castanhos para compostagem.
Apenas os resíduos verdes e castanhos, acima identificados, devem ser colocados nos compostores. Encorajamos a colocar os restantes biorresíduos alimentares nos contentores próprios (castanhos), instalados na via pública. Os “Outros” resíduos devem ser colocados nos contentores de recolha seletiva, que poderá encontrar nos ecocentros móveis e ecopontos, ou no lixo indiferenciado (saber mais).
2. Como começar?

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Tal como uma boa fundação é essencial para um edifício coeso e resistente, o início do compostor determina consideravelmente o sucesso do composto resultante.
O compostor deve ser colocado diretamente por cima de terra, em zona arejada do quintal/jardim.
Nota: Em zonas muito secas, o compostor deve ser colocado à sombra.
Ordem das camadas:
1. Resíduos castanhos de grande dimensão (Ramos grossos);
2. Resíduos castanhos de menor dimensão (estabelece um bom arejamento e diminui o risco de compactação);
3. Camada pequena de terra ou composto antigo (2 mãos cheias é o suficiente)
4. Camada de resíduos verdes;
5. Nova camada de resíduos castanhos.
3. Boas práticas
De forma a diminuir a duração do processo e aumentar a qualidade da compostagem, deve seguir as seguintes boas práticas:
a. A deposição dos resíduos deve ser feita de forma alternada com camadas verdes e castanhas. Nota: Deve humedecer, borrifando, a camada anterior antes de colocar uma nova. Deve também terminar com uma camada de resíduos castanhos de forma a diminuir a produção de odores.
b. Colocar resíduos de pequenas dimensões, cerca do comprimento de um dedo, pois resíduos de maiores dimensões abrandam o processo de compostagem e reduzem consideravelmente o espaço útil do compostor.
4. Manutenção do compostor
a. Controlo de Temperatura
O processo de compostagem resulta em produção de calor e, como tal, deve ser monitorizada a temperatura, de forma a certificar a eficácia da compostagem.
Uma maneira simples de verificar é utilizar uma barra de ferro ou outro equipamento metálico que pode ser enterrado no compostor, por uns minutos. Se, ao retirar, sentir a barra quente, o processo de compostagem está a ocorrer.
b. Controlo de Humidade – Teste da Esponja
O nível de humidade é fulcral para acelerar o processo de compostagem. A maneira mais simples de verificar o nível de humidade é através do teste da esponja. Agarrando uma mão cheia da matéria orgânica dentro do compostor, se ao apertar a mão ficar consideravelmente húmida sem pingar, está no ponto ideal. Está demasiado seco se não deixar a mão húmida e está demasiado húmido se ao apertar pingar.
5. Resolução de problemas
Como a compostagem é um processo que depende de vários fatores, é inevitável surgirem problemas. Contudo, a tabela seguinte irá assisti-lo na resolução dos problemas mais comuns.
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Problema |
Possíveis Causas |
Solução |
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Processo Muito Lento |
Demasiados resíduos castanhos |
Humedecer e incorporar resíduos verdes |
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Resíduos de grandes dimensões |
Fragmentar os resíduos |
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Maus odores |
Demasiados resíduos verdes |
Incorporar resíduos castanhos |
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Humidade excessiva e compactação |
Incorporar resíduos castanhos e revirar a pilha |
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Temperatura Baixa |
Humidade insuficiente e compactação |
Humedecer e revirar a pilha |
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Demasiados resíduos castanhos |
Incorporar resíduos verdes |
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Temperatura Elevada |
Compactação |
Revirar a pilha |
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Pragas |
Restos de carne, peixe, laticínios |
Remover resíduos e cobrir os restantes com terra e resíduos castanhos |
Transformar os seus resíduos em vida é o passo mais prático para regenerar o planeta e evitar a deposição em aterro. Comece hoje a criar o seu próprio ciclo de abundância e faça parte da mudança sustentável.
Para mais informações: Telm: 934560189 ou email: sobrastemvalor@mun-montijo.pt