CIM da Península de Setúbal contesta fecho da Urgência de Obstetrícia no Barreiro
Os nove autarcas da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal estiveram esta manhã no Ministério da Saúde para entregar, em mão, um documento com a sua posição relativamente à decisão da Ministra da Saúde de encerrar a urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital Nossa Senhora do Rosário, integrado na ULS Arco Ribeirinho.
Com esta iniciativa, os autarcas pretendem reforçar o pedido de reunião com a Ministra, face aos sucessivos adiamentos dos encontros anteriormente solicitados, considerando urgente o esclarecimento e a reavaliação desta decisão.
A 24 de fevereiro, a CIM tomou conhecimento, através da comunicação social, da decisão da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de encerrar a urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário (HNSR), no Barreiro. A medida, enquadrada no novo modelo previsto no Decreto-Lei n.º 2/2026 prevê a centralização de serviços no Hospital Garcia de Orta (HGO), o que suscitou indignação entre os presidentes de câmara.
Num território marcado por elevado envelhecimento e população vulnerável, a mortalidade infantil supera a média nacional. Há partos em ambulâncias devido a reencaminhamentos e registam-se mortes por demora ou ausência de meios de socorro, situação que se poderá agravar com tempos de deslocação mais longos. A concentração de recursos no HGO ameaça sobrecarga hospitalar, eleva riscos materno-infantis e intensifica fragilidades num contexto de crescimento populacional e desenvolvimento desta região.
Perante este cenário, os nove presidentes de câmara que integram a CIM da Península de Setúbal avançaram com uma ação concertada, deslocando-se ao Ministério da Saúde para manifestar presencialmente a sua oposição à medida.