Medalhas de Ouro do Concelho distinguiram SCUPA e Professor Raul da Silva Mendes
O Município do Montijo atribuiu, no dia 14 de agosto, as Medalhas de Ouro do Concelho à Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense (SCUPA) e ao Professor Raul da Silva Mendes, numa cerimónia integrada nas comemorações do 41.º aniversário da elevação do Montijo a cidade.
A SCUPA, fundada em 1913, foi distinguida pelo seu percurso de mais de um século ao serviço da comunidade piscatória e pelo importante papel na preservação da identidade, do património e das tradições ribeirinhas do concelho.
Para o Presidente da SCUPA, António Filipe, a distinção é, acima de tudo, “uma homenagem a todas as pessoas que, ao longo de mais de 100 anos, ajudaram a construir, a defender e a manter viva esta associação”. Uma homenagem que, sublinhou, representa também “os homens que fizeram do Tejo o seu local de trabalho” e as suas famílias, que partilharam as dificuldades, os sacrifícios e a ligação ao rio.
A distinção ao Professor Raul da Silva Mendes reconheceu mais de quatro décadas dedicadas ao ensino, à investigação e à inovação pedagógica, grande parte das quais desenvolvidas no concelho do Montijo.
Na sua intervenção, o Professor Raul da Silva Mendes recordou a sua forma de entender a profissão: “A minha história de vida como professor do Ensino Básico foi ver em cada aluno uma pessoa em formação integral”. Ao longo do seu percurso, destacou a importância da aprendizagem e do combate ao insucesso escolar, resumindo a sua visão da profissão numa frase: “Ser professor é despertar todos os dias a vontade de aprender”.
O Presidente da Câmara Municipal do Montijo, Fernando Caria, sublinhou que as duas distinções representam “duas realidades diferentes, mas unidas pelo mesmo princípio: o serviço à comunidade e a defesa da identidade do Montijo”.
“O Professor Raul Mendes representa o poder da educação. A SCUPA representa uma outra dimensão: a nossa identidade coletiva, a memória, a tradição, o associativismo, a solidariedade e a ligação do Montijo ao Tejo e às suas comunidades piscatórias”, afirmou.
Para o autarca, o reconhecimento destas duas histórias demonstra também que “uma cidade não se constrói só com edifícios, estradas ou equipamentos”, mas também “com memórias, com estudos, com saberes, transmitidos de geração em geração”.
A cerimónia terminou com o tradicional Brinde ao Montijo, seguindo-se, na Praça da República, o espetáculo “A Nossa Guerra”, protagonizado por Jorge Fernando e Fábia Rebordão.