O texto não morreu [encontro] - Et cetera, et cetera
A Companhia Mascarenhas-Martins realiza no próximo sábado, 28 de maio, mais um encontro “O texto não morreu”, das 10h30 às 17h00, no Espaço Mascarenhas-Martins – Traseiras da Rua Prof. Rui Luís Gomes – Garagem 81, Esteval, Montijo. Este encontro destaca o texto Et cetera, et cetera de Mariana Ferreira.
Para cada ano da nossa existência mais um estudo que anuncia os pobres hábitos de leitura dos jovens portugueses. Já sabemos que os videojogos ganharam. Continuamos a escrever, a fazer teatro, a discutir arte pela esperança ingénua de um dia a lógica inverter-se, de um dia as crianças pedirem livros de teatro em vez de uma consola pelo Natal. O que é feito da escrita para teatro portuguesa? Onde é que a lemos? Como é que a lemos?
O texto não morreu é um ciclo de leituras de textos dramáticos portugueses e, preferencialmente, atuais, escritos não há muito tempo, que nos permitem ler, escutar, discutir, no fundo, analisar texto — e desabafar sobre os espectros e imagens que fazemos quando lemos e/ou vemos teatro. Queremos textos que foram escritos para cena mas não editados, textos editados mas pouco discutidos, textos ainda por editar, textos perdidos em gavetas, textos por acabar, textos-hoje, queremos todos os textos.
Foi no TEUC — Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra que Mariana Ferreira deu os primeiros passos no teatro. Já em Lisboa, formou-se no ramo de actores da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa antes de participar, em 2019, a IV edição do Laboratório de Escrita para Teatro do Teatro Nacional D. Maria II, onde escreveu Pin my Places, que viria a ser encenado, no mesmo sítio, por Rui Horta. Em 2020/21, integrou a edição especial de dramaturgia da École des Maîtres, onde escreveu Et cetera, et cetera, texto que vai agora ser lido no Montijo e levado a cena em 2023. Um texto que, através de memórias poeirentas, faz a pergunta milenar: é possível mudar?
Informações: 968 324 933 | producao.mascarenhasmartins@gmail.com