Montijo assinala nascimento de Jorge Peixinho
Na data em que se comemora o 83.º aniversário do nascimento do Maestro Jorge Peixinho, a Câmara Municipal do Montijo prepara um conjunto de iniciativas para assinalar a data.
No dia 20 de janeiro, às 15 horas, no Jardim das Nascentes, que integra a Casa da Música Jorge Peixinho, vai ser inaugurado um mural de arte urbana de homenagem ao compositor, da autoria do artista ASUR.
De seguida serão assinados dois protocolos, um com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e outro com a Companhia Mascarenhas-Martins Associação Cultural.
O Município de Montijo e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vão assinar um protocolo com vista ao tratamento museológico do espólio municipal do Maestro Jorge Peixinho.
O protocolo a assinar entre o Município do Montijo e a Companhia Mascarenhas-Martins Associação Cultural visa a criação de um programa de desenvolvimento cultural do auditório Casa da Música Jorge Peixinho por parte da associação.
O final da cerimónia conta com um apontamento musical do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (GMCL), fundado em 1970 por Jorge Peixinho, que foi o primeiro grupo português de música contemporânea, desempenhando um papel histórico de vanguarda na abertura da sociedade portuguesa à estética musical do seu tempo.
O Maestro Jorge Peixinho (1940-1995) nasceu no Montijo e foi um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, tendo um papel fundamental na atualização do panorama musical do país entre 1961 e meados da década de 1980, não apenas através da sua atividade criativa, mas também enquanto incansável divulgador, ensaísta e intérprete.
O Município de Montijo reabilitou e requalificou a antiga Casa da Quinta das Nascentes para acolher o equipamento coletivo a Casa da Música Jorge Peixinho, com inauguração prevista para o próximo dia 25 de abril, numa consagração do trabalho do músico montijense.
"Jorge Peixinho nasceu no Montijo, a 20 de Janeiro de 1940. Notabilizou-se como compositor, pianista, crítico, professor, conferencista e animador cultural. Teve um papel ímpar na divulgação da música contemporânea em Portugal e da música portuguesa no estrangeiro, objetivos que mobilizaram notavelmente o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, fundado em 1970 e por ele liderado.
Participou em inúmeros Festivais de Música Contemporânea, a nível nacional e internacional, colaborando regularmente com os Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea.
Após a conclusão dos seus estudos de piano e composição no Conservatório de Lisboa, Jorge Peixinho estudou como bolseiro da Fundação Gulbenkian em Roma. Trabalhou com Luigi Nono em Veneza e mais tarde com Boulez e Stockhausen, no âmbito dos Meisterkurse da Academia de Basileia. Participou em 1967 e 1968 nos projetos de composição coletiva promovidos (e dirigidos) por Stockhausen. Em 1972/73, efetuou um estágio no estúdio de música eletrónica IPEM, em Gent (Bélgica) Jorge Peixinho integrou o painel de júris de vários concursos internacionais de composição e foi membro do Conselho Presidencial da Sociedade Internacional de Música Contemporânea. Faleceu a 30 de Junho de 1995.".