Reabilitar a Cidade e o Território” apresentou obras que reabilitam centro histórico
Por ocasião do Dia Nacional dos Centros Históricos, a Câmara Municipal do Montijo promoveu uma sessão pública de apresentação de Projetos e Obras de Reabilitação inseridos na política municipal de investimento em regeneração urbana, no passado sábado, dia 26 de março. na Galeria Municipal do Montijo.
O painel de oradores convidados foi composto pela Arquiteta Paisagista Paula Botas, pelo Arquiteto Alexandre Mineiro, pelo Arquiteto Rui Mendes e pela artista plástica Fernanda Fragateiro.
O presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, iniciou a conferência destacando que no Dia Nacional dos Centros Históricos “quisemos reunir todos aqueles que têm colaborado com a qualidade dos seus projetos na defesa do património do Montijo”. O presidente destacou ainda que o Montijo “partilha, com tantas outras cidades do mundo, um riquíssimo património cultual, material e imaterial feito da história de gentes, que aqui chegaram vindas do Norte e do Alentejo, da tradição árabe e da expansão marítima. Uma comunidade fluvial onde houve um encontro de pessoas e culturas”.
A arquiteta paisagista Paula Botas, projetou o Jardim das Nascentes e explicou que o jardim “se situa em reserva ecológica e que a área de intervenção se situa em duas linhas de água” essenciais na hidrografia regional, e era ponto essencial “que os pisos tinham que estar preparados para ser inundados e permeáveis” o que resulta na mais valia de abastecer os aquíferos.
Alexandre Mineiro, arquiteto responsável pela Casa da Música Jorge Peixinho, apresentou o novo equipamento coletivo que beneficiará de uma estreita simbiose com o património do Jardim das Nascentes que a envolve.
Fernanda Fragateiro, artista plástica, e Rui Mendes, arquiteto, trabalharam em colaboração nos projetos da Praça 1.º de Maio e da Rua Miguel Pais.
No projeto de reabilitação da Praça 1.º Maio e Largo do Guitarrista Rui Mendes explicou que o mesmo alimenta duas ideias: limpar a relação com a igreja e proteger os espaços da via automóvel.
Fernanda Fragateiro demonstrou que a escolha dos pisos em calçada teve a ver com “a necessidade que os espaços públicos têm de ser permeáveis” e desvendou que o chão foi usado “na relação de plantas e animais que podemos encontrar no Estuário do Tejo”.
Na reabilitação da Rua Miguel Pais e Jardim Inclinado os responsáveis apresentaram o projeto na ligação ao rio e no prolongamento e relação da vegetação plantada com os desenhos e com o herbário vertical e horizontal.
No final da conferência, o presidente da câmara, destacou que todas as obras, estruturantes para a regeneração do tecido urbano do centro da cidade, se encontram em fase de conclusão e beneficiaram do apoio de fundos comunitários do POR Lisboa 2020.