Executivo municipal visitou Sarilhos Grandes
Durante a manhã, juntamente com a presidente da Junta de Sarilhos Grandes, Carla Braziel, a comitiva municipal percorreu diversos locais da freguesia para contactar diretamente com algumas das preocupações da junta, como é o caso da falta de manutenção dos espaços verdes junto ao Mercado e na Rua do Emigrante (Bairro Novo); da pavimentação da Rua Fernando Pessoa; da alteração para sentido único do trânsito na Rua do Cemitério; da necessidade de corte de ervas, canas e outros arbustos em diversas estradas e de uma maior periodicidade na recolha do lixo grosso.
Na sede da Academia Musical União e Trabalho (AMUT) teve lugar uma reunião com representantes do Juventude Futebol Clube Sarilhense, da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Sarilhos Grandes e da AMUT.
Os principais temas em debate foram as dificuldades financeiras e a escassez de recursos humanos que o movimento associativo atravessa. Apesar destes problemas, a AMUT continua a proceder a obras de recuperação da sua sede, nomeadamente na cozinha, e a prosseguir com o projeto da Escola e da Banda de Música com sucesso.
O Juventude Sarilhense tem como prioridade a recuperação financeira do clube e as obras no primeiro andar da sede que estão praticamente concluídas, com o apoio da Câmara. Por sua vez, a Associação de Reformados expressou as suas dificuldades para captar pessoas para os órgãos sociais. O equipamento social, com lar, centro de dia e outras valências, que esta associação pretendia construir não avançou devido à falta de condições financeiras.
Ao final da tarde, também na sede da AMUT, o executivo municipal reuniu com os munícipes de Sarilhos Grandes para perceber as suas principais inquietações, das quais se destacam a pavimentação da Rua Fernando Pessoa, o corte de ervas na Estrada do Arce e a insegurança provocada por acampamentos de pessoas de etnia cigana.
Relativamente à Rua Fernando Pessoa, a presidente afirmou “já existir um projeto pronto a executar. Se houver condições financeiras, a prioridade em Sarilhos Grandes vai para a pavimentação dessa rua”.
De acordo com o vereador Nuno Canta, o corte de ervas na Estrada do Arce “está relacionado com um problema de recursos humanos da Câmara, que será resolvido brevemente. Sabemos que é uma situação que causa transtorno às pessoas e esperamos corrigi-la durante o mês de outubro”.
A insegurança provocada por pessoas de etnia cigana é um problema recorrente na freguesia. A presidente da Câmara voltou a frisar que as “questões de segurança não são responsabilidade da Câmara, mas das autoridades policiais. Se os acampamentos dessas pessoas estão em propriedade privada, devem ser os proprietários juntamente com a GNR a atuar. À Câmara cabe reunir com as forças de segurança e sensibilizá-los para uma intervenção efetiva neste tipo de problemas”.
A recolha do lixo grosso foi dos temas mais debatidos, com os munícipes a questionar a pouca periodicidade da mesma. O vereador Nuno Canta começou por explicar que, por imposições legais, foi “adotado um sistema de recolha por turnos, que naturalmente obriga a folgas do pessoal e, por isso, existem menos meios humanos para a recolha do lixo grosso. É um problema operacional que estamos a tentar resolver, mas é também um problema de civismo das pessoas e de necessidade de maior fiscalização”.
A presidente da Câmara corroborou esta posição, salientando que “só o depósito do lixo no aterro da Amarsul custa, em média, 60 mil euros mensais à Câmara. O lixo é recolhido e cinco minutos depois já há novamente lixo à volta dos contentores. É muito difícil manter a limpeza do espaço público com estas atitudes. No geral, a situação é positiva mas há focos graves que estão relacionados com o civismo das pessoas e, infelizmente, agora talvez seja preciso passarmos da sensibilização para uma maior fiscalização”.
Um munícipe, morador na Rua Florbela Espanca na Lançada, questionou a Câmara sobre o abandono da urbanização ali existente, após ter sido entregue à autarquia, existindo falta de limpeza dos passeios e de manutenção dos espaços verdes, entre outros aspetos.
Maria Amélia Antunes lamentou que “a Câmara não tenha tido condições para manter o espaço. A situação vai ser verificada e vamos fazer o que for possível para solucionar”.
A construção do pavilhão desportivo também foi debatida, com a presidente da Câmara a admitir que “o concurso para a construção foi aberto, o processo de adjudicação correu mal e não temos tido, nem vamos ter, condições financeiras para construir o pavilhão”.
No final, a presidente da Câmara agradeceu a presença dos munícipes, classificou a reunião como “produtiva”, prometendo “resolver algumas das situações mencionadas, apesar das dificuldades financeiras”.
*Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico