Executivo visita Santo Isidro de Pegões
Da parte da manhã o executivo municipal, acompanhado pelo presidente da junta, Florêncio Pinto, percorreu diversos locais da freguesia constatando in loco alguns dos problemas que afectam a população, nomeadamente questões ligadas às infraestruturas rodoviárias e ao abastecimento de água.
Da parte da tarde o executivo visitou duas empresas ligadas à floricultura da região, a Florensis, e a Jacobus, empresas de capitais estrangeiros, que exportam anualmente toda a produção de milhões de plantas.
Posteriormente teve lugar uma reunião na junta de freguesia, onde Florêncio Pinto apresentou questões relacionadas com a educação, os espaços verdes, as estradas e caminhos.
Na reunião com a população, o presidente da Junta, o vice-presidente da Câmara e os vereadores responderam às questões colocadas pelas cerca de duas dezenas de pessoas presentes na sede da Sociedade Recreativa de Pegões Velhos. Foram abordados, entre outros assuntos, a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) a retirada do equipamento multibanco na freguesia, a qualidade da água originária de furos e a degradação do piso da EN4.
Ao dar inicio a reunião, Nuno Canta fez uma síntese da visita do executivo, ao longo do dia, sublinhando a necessidade de batalhar pela fixação da população na freguesia, admitindo, mesmo, a possibilidade de, no próximo PDM, “se poder dividir os casais em dois espaços, permitindo a construção de um casal semelhante ao anterior, sempre na perspectiva da salvaguarda do património e da paisagem do colonato”.
O vice-presidente alertou, no entanto, que “esta solução não é, só por si, garantia de fixação de população, o fundamental é a criação de empresas e de empregos.
O autarca sublinhou ainda que o PDM não pode ser aprovado enquanto o governo não definir a localização do Novo Aeroporto de Lisboa.
Em relação ao multibanco, o vice-presidente referiu que “devido ao esforço desenvolvido pela junta de freguesia junto de uma entidade bancária, foi possível, até há pouco tempo, manter na freguesia o multibanco mas, depois do assalto, as diversas entidades bancárias não querem assumir o risco de manter aqui o equipamento”.
No que diz respeito à EN4, o autarca sublinhou que “a degradação do piso desta via nacional é da responsabilidade das Estradas de Portugal, são eles que têm que resolver o problema, já enviamos um ofício a exigir a reparação do piso”.
Em relação à poluição das águas retiradas dos furos, o vice presidente explicou que “se deve, essencialmente, às culturas intensivas o que faz com que seja perigoso o consumo desta água com nitratos”, adiantando que “a autarquia vai avaliar a possibilidade de estender a conduta da água até às habitações, cabendo aos munícipes assumirem a responsabilidade pela sua ligação à rede pública.
No final da reunião, o vice-presidente agradeceu a presença de todos os presentes.