Nuno Canta defende construção do novo aeroporto em Canha
“Não podemos deixar que o Governo continue a adiar a construção de uma infraestrutura que coloca o território de Canha no centro das redes nacionais de comunicações. A construção do novo Aeroporto de Lisboa tem profundas implicações no nosso território. Deve representar uma oportunidade excecional de desenvolvimento e servir para aumentar de forma sustentada a qualidade de vida e ambiental do nosso concelho”, afirmou.
Nuno Canta relembrou que, ao longo do século XX, Canha foi enfrentando diversos problemas como o afastamento das redes viárias, o envelhecimento da população e o desemprego, defendendo que “o futuro de Canha e do Montijo deve passar por um constante processo de correção de assimetrias e de harmonização dos espaços sociais para uma integração plena na Área Metropolitana de Lisboa”.
Num dia evocativo da história secular de Canha, o presidente relembrou que a autonomia local, “princípio fundamental da nação, foi colocada em causa com o Documento Verde da Reforma da Administração Local”.
Para o autarca “é urgente corrigir o absurdo da desproteção das pessoas e dos territórios, originado pela lei de reorganização das freguesias, dotando-as também de meios para que possam desempenhar plenamente as competências que exige uma gestão de proximidade”.
As comemorações do Dia da Vila de Canha, que assinalaram os 842 anos do Foral de Canha, tiveram como destaque a homenagem pública a António Comenda Henriques, antigo presidente da junta de freguesia.
Durante toda a tarde, o público presente no Salão de Festas da Santa Casa da Misericórdia de Canha pôde assistir a diversas performances artísticas representativas do movimento associativo e cultural da freguesia de Canha.![]()