Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência
Celebra-se, anualmente, a 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, uma data que destaca o contributo fundamental das mulheres para a produção de conhecimento científico e reforça a necessidade de promover a igualdade de oportunidades no acesso à educação e às carreiras nas áreas científicas.
A criação desta comemoração teve origem no World Women’s Health and Development Forum, organizado pelo Royal Academy of Science International Trust (RASIT) e pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), em fevereiro de 2015. Posteriormente, a iniciativa foi oficialmente instituída através da Resolução 70/212 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 22 de dezembro do mesmo ano.
A efeméride pretende sensibilizar a sociedade civil para a importância de eliminar barreiras resultantes da desigualdade de género, sobretudo no acesso às áreas das ciências exatas, incentivando a participação plena e equitativa de mulheres e raparigas.
O tema de 2026, «Sinergia entre Inteligência Artificial, Ciências Sociais, STEM e Finanças: Construindo Futuros Inclusivos para Mulheres e Raparigas», sublinha a relevância de uma abordagem integrada baseada em quatro pilares fundamentais para acelerar o desenvolvimento sustentável inclusivo.
A Inteligência Artificial surge como ferramenta decisiva para análise de dados, diagnósticos de saúde ou modelos climáticos, embora os seus benefícios possam não chegar a mulheres e raparigas sem medidas direcionadas. As ciências sociais, por sua vez, orientam políticas equitativas, promovem o envolvimento comunitário e contribuem para estratégias de mudança comportamental que assegurem que as inovações tecnológicas chegam aos grupos mais vulneráveis.
As disciplinas STEM fornecem as competências técnicas necessárias para desenvolver e aplicar soluções inovadoras, ao mesmo tempo que incentivam equipas de investigação mais equilibradas em termos de género. Já os mecanismos financeiros — como investimento de impacto, financiamento misto e fundos sensíveis ao género — permitem mobilizar recursos para ampliar projetos liderados por mulheres e apoiar de forma sustentável a educação científica e a investigação.
A articulação destes quatro domínios poderá contribuir para ultrapassar desigualdades persistentes, reduzindo disparidades nas competências digitais, impulsionando startups lideradas por mulheres, promovendo uma governação da IA sensível ao género e canalizando investimento que valorize a inclusão social como indicador de progresso.