Executivo municipal visitou Santo Isidro
Durante todo o dia, acompanhados pelo presidente da Junta de Santo Isidro, Florêncio Pinto, os autarcas da câmara municipal visitaram diversos locais para avaliar questões como a ligação à rede pública de água em algumas zonas da freguesia; a necessidade de recuperação de vias, caminhos e pontes; as obras do Centro de Ação Social e Cultural das Faias; as obras recentemente efetuadas na Igreja de Santo Isidro de Pegões e na EB de Pegões Velhos; e as estufas da empresa Biomiva, que se encontram em fase final de construção.
Durante a tarde, teve lugar, na sede da Junta de Freguesia, uma reunião com a Comissão de Festas em Honra de Santo Isidro, onde a presidente da Câmara Municipal, expressou as dificuldades financeiras que a autarquia enfrenta que não permitirão o apoio financeiro às diversas comissões de festas do concelho.
No entanto, comprometeu-se a apoiar, como habitualmente, em termos logísticos e deixou a promessa que, “se a arrecadação de receita proveniente do Imposto Municipal sobre Imóveis, em maio, for significativa poderá ser possível afetar despesa às diversas comissões de festas”.
Na reunião com o executivo da Junta de Freguesia, foi apresentado o projeto do Centro Escolar de Santo Isidro de Pegões que, segundo a vereadora do pelouro da Educação, Maria Clara Silva, “quando abrir candidaturas ao QREN, a Câmara apresentará a mesma e se for aprovada, mediante a disponibilidade financeira da autarquia, será lançado o concurso”.
Entre os assuntos de resolução mais urgente, o presidente da Junta de Freguesia expressou a necessidade da limpeza dos espaços verdes ser retomada por uma empresa especializada, pois a Junta não consegue fazer face as inúmeras solicitações; a carência de recursos humanos, nomeadamente, para o transporte escolar; e o asfaltamento de algumas artérias da freguesia.
À noite, na sede da Sociedade Recreativa de Pegões Velhos decorreu a reunião com os munícipes da freguesia, para ambos os executivos auscultarem a população e responder às suas queixas e preocupações.
A reunião iniciou com a apresentação do projeto de loteamento das Figueiras. “A Câmara adquiriu o terreno ao Ministério da Agricultura por 250 mil euros e comprometeu-se com a população das Figueiras a desenvolver um projeto de loteamento. O projeto, com um total de 26 fogos, está concluído, seguem-se os projetos de especialidade e a Câmara vai avaliar se desenvolverá as infraestruturas necessárias ou, em alternativa, procederá à venda do loteamento a uma entidade que depois desenvolva as infraestruturas e faça a comercialização dos lotes”, explicou a presidente.
Um morador na zona das Faias expressou o seu descontentamento pelo facto de, há vários meses, ter exposto à Câmara e à Junta a necessidade urgente de identificação da sua rua e não ter obtido resposta. O vereador Nuno Canta informou que “amanhã (11 de abril) decorrerá a reunião da Comissão de Toponímia e vai ser aprovado o nome de Artur Agostinho para a sua rua. Por vezes, estes processos são mais complicados porque temos de saber se são caminhos públicos”.
Devido a questões levantadas sobre a necessidade de asfaltamentos em algumas ruas, calcetamento de passeios e o arranjo do espaço envolvente à Igreja de Santo Isidro, Maria Amélia Antunes afirmou “com total clareza que não há condições para novos investimentos. As receitas municipais decaíram abruptamente, temos uma estrutura de custos fixos que não permite mais cortes porque temos de manter os serviços básicos à população”.
“A nossa aposta é na manutenção para não degradar a nossa qualidade de vida. Gostaríamos de fazer mais, mas temos dívidas a fornecedores e empreiteiros e não vamos criar mais despesa sem pagar o que devemos. Para mim é assim que deve ser feita uma gestão pública responsável”, acrescentou.
Uma das queixas antigas da população é a ligação a rede pública de água em alguns locais das Faias e dos Foros do Trapo. O vereador Nuno Canta, presidente do Conselho de Administração dos SMAS, explicou que “são investimentos avultados. Na zona do Timóteo (Faias) e no Café da Zezinha (Foros do Trapo), temos muitas pessoas interessadas e vamos tentar estender a rede para ser possível a ligação à casa das pessoas, o mais depressa possível. É preciso que as pessoas tenham as suas casas legais perante a Câmara para fazerem a ligação à rede de água e que se mobilizem mais para que os investimentos se justifiquem”.
Outra preocupação dos fregueses de Santo Isidro, bem como do executivo da junta, é o Plano Diretor Municipal (PDM) e a capacidade de construção de novas habitações nos antigos casais do Colonato de Pegões. Maria Amélia Antunes informou que o PDM está a ser alterado e é uma questão a ser tratada na Câmara, com casos concretos “porque também quero perceber todo este problema. A Câmara quer atrair pessoas para Santo Isidro, quer que os jovens fiquem cá residentes. Terá de existir um procedimento igual para todos os pedidos de construção nesse sentido, tendo sempre em atenção que não podemos perder a identidade do Colonato de Pegões”.
A questão da reorganização das freguesias foi, também, abordada. A presidente informou que a posição da Câmara é no sentido “de não ser necessária qualquer reorganização do nosso concelho. Com exceção de Canha, os Censos 2011 revelam crescimento populacional em todas as freguesias. Temos um território vasto e bem dividido, com equipamentos, serviços, identidade própria, dinâmicas empresariais e potencial de crescimento em todas as freguesias”.
No final, Maria Amélia Antunes considerou a reunião com os munícipes “muito produtiva”, confessando que “só vou daqui com uma angústia relacionada com o PDM e a capacidade construtiva”.
*Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico