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Vemos, Ouvimos e Lemos

Vemos Ouvimos e Lemos

 

VEMOS, OUVIMOS e LEMOS é o nome da rubrica de divulgação e promoção da Biblioteca Municipal do Montijo. Tomando como mote os versos militantes de Sophia de Mello Breyner, apresenta-se regularmente a documentação que constitui as diversificadas coleções (bibliográficas, audiovisuais, publicações periódicas, iconográficas, manuscritos) da nossa biblioteca.

Pretende-se divulgar obras de autores relevantes, não só portugueses mas também internacionais, e, com um olhar particularmente atento aos autores e temáticas de identidade e história local.

Esta rubrica visa dar a conhecer a diversidade e riqueza documental dos 35 anos de vida da Biblioteca Municipal e a promoção da leitura nas suas mais variadas literacias: cultural, científica, digital e audiovisual.

 

 

Leituras de Abril


É Abril, o mês de águas mil, dos primeiros assomos da Primavera e também de assinalarmos efemérides significativas para as nossas vidas de leitores e cidadãos. É neste mês que celebramos o Dia Internacional do Livro Infantil (dia 2), o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor (dia 23) e, por fim, o Dia da Liberdade (dia 25). Perante este cenário alusivo ao livro, à leitura, à informação, ao conhecimento, às bibliotecas e, especialmente, à liberdade vamos falar de duas obras que assentam perfeitamente neste mês.


A primeira obra intitula-se 1961 por Pedro Aires Oliveira e António Tomás e é o quarto volume da inovadora abordagem à História de Portugal denominada Portugal, uma retrospectiva com direcção de Rui Tavares (2019).

Neste volume parte-se de uma questão muito importante “de onde nasceu o Portugal de 1974, da Revolução dos Cravos e do regime democrático?” De acordo com os autores “há muitas respostas para esta pergunta, mas provavelmente uma das mais certeiras será a que encontramos neste volume: o ano de 1961”.

Passam agora precisamente sessenta anos sobre uma sucessão de acontecimentos importantes e significativos que vão dar origem à Guerra Colonial e ao arrastado encerramento do ciclo imperial e consequente fim do Estado Novo com o 25 de Abril de 1974.


A segunda obra tem como título O Tesouro (1993) e foi escrita por Manuel António Pina [1943-2012]. Este autor de renome da literatura portuguesa (Prémio Camões 2011) tem uma vasta obra literária onde se destaca a poesia e a literatura infantil.

O título aqui destacado é uma singela abordagem à nossa história recente, da vida em ditadura “O País das Pessoas Tristes” até à alvorada da democracia “Portugal”, através de uma linguagem poética e destinada às crianças e respectivas famílias.

Nesta obra o autor conta-nos que há muitos anos, num país muito distante, vivia um povo infeliz, pois alguém lhes roubara o mais belo tesouro do mundo: a liberdade. Mas um dia os soldados pegaram nas armas e prenderam os ladrões que lhe tinham retirado o mais belo dos tesouros: era o dia 25 de Abril de 1974 o qual passou para sempre a ser chamado Dia da Liberdade.

1961 e O Tesouro, disponíveis na Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva, evidenciam o papel da biblioteca pública como demonstração do entrecruzamento de olhares e abordagens sobre a nossa vida no tempo e no espaço.

 

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